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Aproveite este tema também no podcast oficial da CLM Controller, Negócios no Brasil Hoje. Um bate-papo claro, objetivo e técnico para quem deseja se manter informado com praticidade e profundidade.
A abertura de mercados internacionais desperta o interesse de empresas brasileiras de diferentes portes. Sob a ótica fiscal e contábil, porém, operar em fronteiras estrangeiras significa criar pontes sólidas ou correr sérios riscos de desmoronamento no futuro.
O ano de 2026, com as mudanças em normas contábeis e a expectativa de ajustes tributários relevantes, será um divisor de águas para quem pretende vencer limitações geográficas sem comprometer a segurança e o resultado dos negócios.
E, nesse cenário, consultorias como a CLM Controller oferecem apoio fundamental para transformar desafios em oportunidades reais de expansão controlada. Leia o artigo até o final!
A abertura de mercados internacionais desperta o interesse de empresas brasileiras de diferentes portes. Sob a ótica fiscal e contábil, porém, operar em fronteiras estrangeiras significa criar pontes sólidas ou correr sérios riscos de desmoronamento no futuro.
O ano de 2026, com as mudanças em normas contábeis e a expectativa de ajustes tributários relevantes, será um divisor de águas para quem pretende vencer limitações geográficas sem comprometer a segurança e o resultado dos negócios.
E, nesse cenário, consultorias como a CLM Controller oferecem apoio fundamental para transformar desafios em oportunidades reais de expansão controlada. Leia o artigo até o final!
Tendências de expansão e o cenário brasileiro
Em meio a globalização de cadeias produtivas e digitalização acelerada de processos, a busca por mercados estrangeiros deixou de ser plano exclusivo de grandes multinacionais. Hoje, pequenas e médias empresas brasileiras enxergam na diversificação geográfica um caminho para aumentar receitas, diluir riscos locais e testar novos modelos de negócio. No entanto, a decisão de atravessar fronteiras envolve muito mais do que estratégias comerciais empolgantes.
A análise publicada no SciELO Preprints entre 2021 e 2025 destaca a integração indispensável entre planejamento estratégico, governança corporativa e uso de tecnologias digitais para o avanço internacional brasileiro.
Apesar do crescimento em inovação e nos padrões contábeis, entraves regulatórios, mudanças geopolíticas e intercâmbio tributário, permanecem como grandes obstáculos na balança da expansão. O ano de 2026, com a entrada de novas regras e possíveis repercussões pós-reforma tributária, é especialmente sensível para planejamentos.
Normas contábeis internacionais
O alinhamento aos IFRS (International Financial Reporting Standards) deixou de ser diferencial competitivo para se tornar fator obrigatório nas empresas que buscam legitimidade, captação de recursos e simetria de informações no ambiente internacional. No Brasil, desde 2007, a convergência das normas avançou de maneira significativa. Em 2026, uma nova etapa será implementada a partir da consulta pública da CVM em 2025, cujo objetivo é tornar obrigatória a adoção das revisões dos pronunciamentos técnicos relacionados aos IFRS 9 e IFRS 7, além de melhorias anuais que afetam diretamente instrumentos financeiros e divulgações.
Segundo a consulta pública da CVM, as companhias abertas deverão se adequar ao Documento de Revisão nº 29. Não se trata apenas de burocracia: a precisão no reconhecimento de ativos e passivos, avaliação de instrumentos financeiros e divulgação de riscos ganhará peso real em auditorias e interpretações fiscais cruzadas entre diferentes jurisdições.
Para empresas brasileiras, o contexto exige revisão das próprias políticas contábeis, reforço em controles internos e atualização constante de equipes. A falta de convergência pode resultar em barreiras para a atração de investidores estrangeiros, restrições à obtenção de crédito internacional e até autuações por descumprimento de requisitos locais.
IFRS 9 e a contabilização de instrumentos financeiros
Com a já citada atualização nos normativos da CVM, será obrigatório o uso de práticas mais rigorosas para mensuração de ativos, classificação de instrumentos financeiros e análise de impairment (perda estimada de valor). Isso impacta diretamente desde o setor exportador, que enfrenta variações cambiais intensas, até empresas de tecnologia que captam recursos fora do país.
Erros no registro de receitas, omissão de passivos contingentes ou relatório incompleto de riscos financeiros podem gerar inconsistências com sérias consequências fiscais e reputacionais. Por exemplo, um erro de classificação de swap cambial pode impactar o lucro tributável ou alterar substancialmente a análise de performance empresarial, tanto internamente quanto diante de autoridades regulatórias externas.
Gestão de câmbio: riscos e estratégias
Adaptar-se aos padrões internacionais é um grande passo, mas as operações internacionais exigem também estratégias adaptadas para lidar com volatilidade cambial, diferenças de indexação monetária e exigências locais na remessa de recursos.
- Gestão de exposição cambial
- Contratação de proteção (hedge) para operações futuras
- Planejamento de remessas internacionais
- Avaliação de contratos de empréstimo e investimentos em moeda estrangeira
Fatores como variação brusca do dólar, restrições de envio de dividendos ou regramentos do Banco Central podem transformar lucros em prejuízos de uma hora para outra. O domínio de soluções como hedge natural, contratos forward e swaps cambiais integrados ao compliance fiscal são diferenciais para operações de sucesso.
A CLM Controller, por atuar em ambientes internacionais, aplica metodologias que minimizam perdas com oscilações cambiais e alinham as práticas de gestão de risco exigidas tanto pelo Banco Central quanto pelas autoridades reguladoras dos países de destino.
Tributação em operações cross-border
A tributação sobre fluxos internacionais, sejam eles de mercadorias, serviços ou capitais, constitui um dos maiores pontos de atenção para quem pretende estabelecer presença além das fronteiras nacionais. No cenário brasileiro, tributos como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS, IOF, CIDE, além do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), formam um mosaico de obrigações que varia de acordo com o tipo, origem e destino da operação.
- Tributação sobre receita de exportação (isenção parcial/totais)
- Incidência de impostos na importação de serviços
- Regras de Preço de Transferência (transfer pricing)
- Recolhimento de IOF sobre operações financeiras internacionais
- Cálculo e recolhimento do IRPJ/CSLL sobre lucros de controladas no exterior
Em 2026, a reforma tributária brasileira, associada às revisões de IOF e regulações sobre lucro no exterior, trará mudanças na apuração e recolhimento desses impostos. Os impactos variam conforme o setor e o tipo de operação, alterando desde a escolha de estrutura jurídica até a forma como contratos internacionais são redigidos.
Regras mais rígidas de compliance com Banco Central e Receita Federal exigem documentação precisa para transações cross-border.
Cada transação internacional de câmbio, financiamento, pagamento ou recebimento de valores pode ser alvo de auditoria ou autuação caso não haja clareza total sobre destinação ou equivalência de valores.
Preços de transferência: o calcanhar de aquiles da expansão externa
O principal ponto de atenção contábil em transações internacionais é o transfer pricing. O Brasil, desde 2023, passou a adotar princípios globais nas regras de preços de transferência – em linha com as orientações da OCDE –, substituindo práticas locais por parâmetros internacionalmente aceitos.
A correta definição de preço de transferência é a diferença entre pagar impostos na medida certa e incorrer em autuações milionárias por parte de autoridades brasileiras ou estrangeiras. Se uma filial no exterior fatura muito acima ou abaixo do valor de mercado nas transações com a matriz brasileira, isso pode ser interpretado como tentativa de evasão ou subfaturamento.
Para evitar riscos, é indispensável registrar contratos, estabelecer métodos de precificação transparentes e documentar todas as operações – inclusive explicando eventuais diferenças nos preços praticados e justificando a estrutura utilizada. O controle rigoroso dessas práticas é uma das especialidades defendidas pela CLM Controller desde a atualização dos regulamentos em 2023.
Bitributação e convenções internacionais
Poucos cuidados são tão necessários no contexto global quanto o entendimento de tratados internacionais de bitributação. O Brasil mantém acordos bilaterais com diversos países, voltados a evitar que uma mesma receita seja tributada duas vezes – uma no Brasil, outra no exterior. Em geral, esses acordos estabelecem critérios de residência fiscal, métodos para eliminação da dupla tributação e trocas de informações entre autoridades.
Ignorar as regras sobre bitributação pode levar ao pagamento duplo de impostos e à geração de créditos tributários irrecuperáveis. Cada acordo, contudo, é único: pode prever isenção, compensação, limitação de taxas sobre dividendos ou royalties, além de regramentos diferenciados por setor.
Por isso, contar com análise prévia de um escritório que conheça a legislação local, os tratados internacionais e o formato da operação permite estruturar escolhas jurídicas e contábeis que maximizam o retorno líquido de cada real investido na operação internacional.
Comércio Exterior
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Compliance com Banco Central e Receita Federal
A digitalização dos controles fiscais e o intercâmbio internacional de dados elevaram o grau de exigência para empresas que fazem operações internacionais. Hoje, o Banco Central e a Receita Federal exigem atualizações periódicas sobre remessas, recebimentos, investimentos, empréstimos e patrimônios mantidos no exterior.
- Registro de capitais estrangeiros (RDE)
- Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE)
- Informe de operações de crédito, empréstimo e leasing
- Comunicação de operações com partes relacionadas (qualificadas para transfer pricing)
O não envio de declarações, informações incompletas ou inconsistências entre documentos são motivos frequentes para imposição de multas, bloqueio de operações e até restrições em registros necessários para atuação no mercado financeiro internacional.
O uso combinado de sistemas digitais de compliance, treinamento da equipe sobre documentação internacional e a preferência por escritórios atualizados – como a CLM Controller – garantem tranquilidade ao empreendedor. Um dos diferenciais do escritório é a emissão de relatórios de acompanhamento em tempo real, detalhando prazos, exigências e próximos passos obrigatórios para manter a empresa sempre regular.
Reforma tributária e IOF
A partir de 2026, mudanças importantes em normas tributárias exigirão atenção redobrada de empresas internacionalizadas. Em especial, a reforma tributária em tramitação prevê alteração na estrutura de impostos indiretos e possíveis ajustes no cálculo do IRPJ/CSLL. Além disso, movimentações recentes no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) devem simplificar tarifas e alterar bases de cálculo para operações internacionais.
A análise prévia das operações, com simulações tributárias para cada rota de internacionalização, será ainda mais determinante para a saúde financeira das empresas. O planejamento deve considerar não apenas a alíquota brasileira, mas o impacto do imposto no país de destino, os cenários de compensação e a possibilidade de postergação ou adiantamento de tributos.
No portal da CLM Controller, é possível achar materiais sobre reforma tributária no Lucro Presumido, facilitando o entendimento para negócios que já planejam seus próximos passos em 2026.
Adoção de sistemas digitais e BPO para multinacionais
A integração de sistemas digitais na estrutura contábil tornou-se ferramenta valiosa na expansão internacional. Soluções de BPO (Business Process Outsourcing) permitem padronizar, automatizar e monitorar informações fiscais e financeiras simultaneamente em diferentes países, facilitando o cumprimento de obrigações múltiplas e a gestão centralizada de recursos.
A adoção do BPO financeiro da CLM Controller incorpora controles preventivos, backups em nuvem, integração com plataformas bancárias multinacionais e dashboards em tempo real. Isso permite decisões mais rápidas, corte de custos operacionais e respostas ágeis a fiscalizações cruzadas.
A automação de processos reduz falhas, garante compliance e libera o gestor para focar em estratégias de crescimento. Por isso, empresas que investem em soluções digitais e terceirização de processos essenciais saem na frente em flexibilidade e resiliência.
Integração com contabilidade terceirizada
Além da automação, empresas que escolhem terceirizar a contabilidade (ao invés de manter equipe interna) usufruem de benefícios como acesso a especialistas em fiscalidade internacional, atualizações automáticas e menor risco de descompasso com obrigações diversas. Em operações cross-border, isso é diferencial direto em previsibilidade e redução de passivos.
Empresas estruturadas no formato de holding patrimonial internacional, por exemplo, podem usufruir de vantagens fiscais, simplificação de controles e melhores condições para captação de recursos. Temas aprofundados sobre esse modelo podem ser encontrados em holding patrimonial: vantagens no portal da CLM Controller.
Planejamento tributário internacional: o segredo da sustentabilidade
Em 2026, o planejamento tributário internacional será a diferença entre crescer de forma sustentável ou tropeçar em armadilhas regulatórias. A análise prévia das rotas mais vantajosas, escolha do país de destino, definição do melhor veículo jurídico e a simulação de impactos fiscais em cada etapa (entrada/saída de recursos, distribuição de lucros, reinvestimento local) contribuíram para o sucesso de grandes multinacionais brasileiras.
Entre os pontos mais relevantes para um plano eficaz, destacam-se:
- Análise dos tratados de bitributação disponíveis
- Simulação de impacto tributário nos diferentes regimes de lucro (Real, Presumido ou Arbitrado)
- Definição de estruturas societárias compatíveis com a legislação do país de destino
- Mapeamento das exigências de compliance em todas as jurisdições envolvidas
- Elaboração de contratos internacionais claros, detalhando métodos de precificação, remessas e obrigações de reporte
O acompanhamento contínuo das tendências, embasado em análises como as dos estudos publicados no SciELO Preprints, amplia o olhar dos gestores sobre riscos sistêmicos, mudanças geopolíticas e necessidades de revisão periódica.
O papel da consultoria e da assessoria exclusiva na internacionalização
Ao longo de mais de 40 anos, a CLM Controller acumulou experiência no apoio a empresas de diversos segmentos, auxiliando desde pequenas operações até multinacionais com atuação em múltiplos continentes. O serviço da consultoria torna-se indispensável na avaliação de riscos, estruturação de controles, implementação de sistemas digitais e treinamento das equipes em novas obrigações.
Entre os diferenciais, destacam-se a assessoria para:
- Elaboração e revisão de contratos internacionais
- Compliance operacional com normas IFRS, Banco Central e Receita Federal
- Parametrização de sistemas contábeis via BPO
- Definição de estruturas empresariais compatíveis com legislação estrangeira
- Simulação de cenários tributários, incluindo impactos das reformas
- Gestão de transfer pricing e controle de remessas financeiras
Com a ciência de que o ambiente de negócios internacional muda constantemente, a CLM Controller mantém atualização periódica de relatórios, oferece gerentes de conta exclusivos e disponibiliza painéis digitais com informações para a tomada de decisão estratégica. A proposta é garantir previsibilidade, segurança e agilidade para quem deseja crescer sem expor seu negócio a riscos desnecessários.
2026 será um ano marcado pela exigência de padronização internacional, atualização tecnológica e conformidade absoluta com regulamentos locais e globais. Questões como a adoção de IFRS revisados, gestão de preços de transferência, análise de bitributação, detalhamento de contratos cross-border e cumprimento rigoroso das obrigações com o Banco Central e a Receita Federal não são apenas detalhes: são pilares da saúde e sustentabilidade da internacionalização.
Sua empresa pode conquistar o mundo com segurança e clareza. Fale com a CLM Controller e descubra como crescer de forma eficiente e sem surpresas.
Perguntas frequentes
O que é internacionalização de empresas?
A internacionalização de empresas corresponde ao processo em que uma organização amplia suas atividades para atuar fora do país de origem, seja por meio de exportação, estabelecimento de filiais, joint ventures ou operações de serviço e produção em outros mercados. Esse movimento visa aumentar receitas, diversificar riscos, acessar novas tecnologias e aproveitar oportunidades globais com estratégias estruturadas.
Quais os principais desafios tributários em 2026?
Entre os principais desafios tributários para empresas internacionalizadas em 2026, destacam-se a necessidade de adaptação às mudanças nos regulamentos de IFRS, o impacto da reforma tributária brasileira, atualizações no IOF, novas regras de preços de transferência, o controle mais rígido sobre remessas e recebimentos, além do alinhamento com tratados de bitributação para evitar a cobrança dupla de impostos. Com as novas normas entrando em vigor, o acompanhamento das exigências de Receita Federal, Banco Central e países de destino tornou-se ainda mais importante.
Como lidar com a contabilidade internacional?
Para lidar com contabilidade internacional, a empresa precisa alinhar seus controles com as normas IFRS, manter registro detalhado das operações cross-border, utilizar sistemas digitais integrados e contar com assessoria especializada. É indispensável também acompanhar valores de câmbio, estruturar contratos que respeitem tratados de bitributação e atualizar relatórios frequentemente. A atuação de especialistas, como os da CLM Controller, reduz riscos e facilita a conformidade com a legislação de diversos países.
Vale a pena expandir para outros países?
Expandir para outros países pode trazer ganhos consideráveis em inovação, receita e acesso a novos mercados, embora envolva obstáculos fiscais, contábeis, culturais e legais. O sucesso dessa decisão depende de planejamento prévio, análise tributária precisa, compreensão dos riscos e suporte profissional adequado. Empresas com visão estratégica e acompanhamento especializado aumentam as chances de retorno positivo e crescimento sustentável fora do Brasil.
Quais impostos afetam empresas internacionalizadas?
Empresas com operações internacionais podem ser afetadas por diferentes tributos: no Brasil, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS, IOF, CIDE e IRRF são os principais. Também há impostos específicos em cada país de destino, além das exigências relativas a tratados de bitributação e possíveis tarifas sobre operações financeiras, exportação ou importação. O impacto varia conforme o segmento, estrutura jurídica e regime de apuração utilizado.
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