Simulador da Reforma Tributária — IBS/CBS
Compare Simples Padrão, Simples Híbrido, Lucro Presumido e Lucro Real durante a transição de 2026 a 2033 — preencha os dados da empresa uma vez e navegue pelas abas.
Dados da empresa (usados em todas as abas)
1Enquadramento no Simples Nacional
Atenção: a alíquota de referência definitiva do IBS/CBS ainda não foi fixada em lei. Pelo rito da LC 214/2025, a proposta técnica é homologada pelo TCU e a alíquota é fixada por Resolução do Senado Federal — prazo regular de 31/10 de cada ano (art. 26 e correlatos); para o ciclo de 2026 (que definirá a alíquota de 2027), a CGIBS (Resolução nº 14/2026) já publicou oficialmente a alíquota de referência do IBS (18,70%) e uma estimativa conjunta de ~27,91% para a alíquota-padrão combinada de IBS+CBS — sem caráter definitivo e sem publicar um percentual de CBS isolado. O valor de CBS usado neste simulador (9,21%) é o resíduo desse cálculo (27,91% − 18,70%), não um número oficial independente. As tabelas do Simples Nacional (Anexos I-V) e as bases de presunção do Lucro Presumido seguem a LC 123/2006 e a Lei 9.249/95. Esta simulação usa estimativas públicas e tem finalidade exclusivamente informativa; não substitui um parecer tributário formal.
Última atualização dos parâmetros: 19/08/2026.
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Simulador da Reforma Tributária: entenda o impacto do IBS e da CBS
O Simulador da Reforma Tributária da CLM Controller foi desenvolvido para ajudar empresas a visualizar como a substituição gradual dos atuais tributos sobre o consumo pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) pode afetar sua carga tributária entre 2026 e 2033.
A ferramenta permite comparar diferentes cenários utilizando informações do próprio negócio, como faturamento, atividade, regime tributário, perfil dos clientes e possibilidade de aproveitamento de créditos.
O objetivo é oferecer uma estimativa inicial para planejamento. O resultado, porém, não deve ser interpretado como o valor definitivo que sua empresa pagará após a Reforma Tributária. A carga real dependerá das características de cada operação, dos créditos disponíveis, do setor de atuação e das regras que serão aplicáveis à empresa.

Como funciona o Simulador da Reforma Tributária?
O simulador utiliza as informações preenchidas pelo usuário para construir diferentes cenários de tributação sobre o consumo.
É possível analisar:
- Simples Nacional Padrão: estima o DAS considerando informações como receita bruta acumulada, atividade e, quando aplicável, o Fator R.
- Simples Híbrido: simula a possibilidade de permanecer no Simples Nacional, mas recolher IBS e CBS pelo regime regular, fora do DAS.
- Lucro Presumido: compara a carga atual informada pela empresa com a projeção de IBS e CBS e os créditos que poderão ser aproveitados.
- Lucro Real: permite fazer uma análise semelhante, considerando o novo sistema de créditos do IBS e da CBS.
- Comparativo: coloca os cenários lado a lado para facilitar a visualização das diferenças.
Essa comparação é especialmente importante porque a Reforma Tributária não afetará todas as empresas da mesma maneira.
Duas empresas com o mesmo faturamento podem ter resultados completamente diferentes dependendo de fatores como quantidade de compras tributadas, despesas que geram créditos, perfil dos clientes, atividade econômica e composição da cadeia de fornecedores.
O que é o Simples Híbrido mostrado no simulador?
Uma das principais novidades da Reforma Tributária para empresas do Simples Nacional é a possibilidade de optar pela apuração regular do IBS e da CBS.
A legislação permite que a empresa continue no Simples para os demais tributos, mas calcule IBS e CBS separadamente, seguindo as regras do regime regular.
Essa possibilidade está prevista no artigo 41 da Lei Complementar nº 214/2025. Consulte a Lei Complementar nº 214/2025 no Planalto
Na prática, essa decisão pode ter impacto principalmente para empresas que vendem para outras empresas, o chamado mercado B2B, já que o aproveitamento de créditos tributários passa a ter um peso maior na cadeia comercial.
Por isso, o simulador considera também o percentual de vendas realizadas para pessoas jurídicas e os créditos estimados de IBS e CBS.
Para entender melhor essa possibilidade, veja também o conteúdo da CLM Controller sobre recolher IBS e CBS fora do Simples Nacional.
Por que o simulador considera o período de 2026 a 2033?
A Reforma Tributária sobre o consumo será implantada gradualmente.
Em 2026, o sistema entrou em fase de teste, com alíquotas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, observadas as regras específicas previstas na legislação.
A partir de 2027, PIS e Cofins deixam de existir e a CBS passa a assumir efetivamente seu papel no novo modelo. O IBS começa sua implementação e ganhará maior participação a partir de 2029.
Entre 2029 e 2032, haverá a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS.
Em 2033, está prevista a implantação integral do novo modelo de tributação sobre o consumo.
Por isso, selecionar o ano correto no simulador é fundamental: a composição dos tributos muda durante a transição.
A alíquota do IBS e da CBS já está definida?
Ainda não de forma definitiva para todos os períodos do novo sistema.
A Resolução CGIBS nº 14/2026 utilizou, em sua metodologia de projeção, uma estimativa de 27,91% para a alíquota-padrão conjunta de IBS e CBS, sendo 18,70% relacionados à parcela estimada do IBS e 9,21% derivados, por diferença, para a CBS.
Isso não significa que todas as empresas pagarão 27,91%.
O percentual é uma referência técnica para projeções e a carga efetiva poderá ser diferente devido ao sistema de créditos, reduções de alíquota, regimes diferenciados, tratamentos específicos e características de cada operação.
É justamente por essa razão que o simulador trabalha com cenários de referência, permitindo avaliar possíveis impactos sem apresentar uma estimativa como se fosse uma obrigação tributária definitiva.
O que o resultado do simulador mostra?
O resultado ajuda a visualizar a diferença entre a carga atual informada e o cenário projetado com IBS e CBS.
Dependendo do regime selecionado, também são considerados elementos como créditos tributários, parcela residual dos tributos atuais durante a transição, importações, benefícios fiscais e características da operação.
Isso permite responder uma primeira pergunta importante:
“A Reforma Tributária pode aumentar ou reduzir a tributação sobre o consumo da minha empresa?”
Mas essa é apenas a primeira etapa da análise.
Por que o simulador não substitui uma análise tributária completa?
Uma simulação online precisa trabalhar com informações padronizadas. Já uma empresa real possui particularidades que podem alterar significativamente o resultado.
Para determinar o impacto efetivo da Reforma Tributária, uma análise completa pode precisar considerar, entre outros fatores, a classificação dos produtos e serviços, benefícios fiscais, regimes específicos ou diferenciados, créditos efetivamente aproveitáveis, importações, fornecedores, perfil dos clientes, margens, contratos, formação de preços e fluxo de caixa.
Além disso, o simulador concentra sua comparação principalmente na tributação sobre o consumo.
Nas análises de Lucro Presumido e Lucro Real, por exemplo, ele não substitui um estudo completo envolvendo IRPJ, CSLL, bases de cálculo, despesas dedutíveis e demais particularidades de cada regime tributário.
Portanto, encontrar uma carga menor em determinado cenário no simulador não significa automaticamente que sua empresa deve mudar de regime tributário.
Quer saber qual será o impacto real da Reforma Tributária na sua empresa?
Use o simulador como um primeiro diagnóstico para entender os possíveis cenários e identificar onde estão os principais pontos de atenção do seu negócio.
Para decisões como permanecer no Simples Nacional, optar pelo recolhimento regular de IBS e CBS, continuar no Lucro Presumido, avaliar o Lucro Real ou revisar preços e contratos, é necessário aprofundar os cálculos utilizando os dados fiscais e contábeis reais da empresa.
A consultoria tributária da CLM Controller realiza essa análise de forma individualizada, considerando a operação, o regime atual, os créditos tributários, a estrutura de custos e os impactos da transição da Reforma Tributária.

