A nota fiscal com IBS e CBS é uma realidade que exige atenção das empresas brasileiras.

Em 2026, começou a fase de transição da Reforma Tributária sobre o consumo, com a inclusão dos novos tributos nos documentos fiscais e a preparação dos sistemas para uma mudança que avançará significativamente a partir de 2027.

A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substituirá PIS e Cofins, enquanto o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) substituirá gradualmente ICMS e ISS.

Neste conteúdo, a CLM Controller Contabilidade explica o que muda na nota fiscal com IBS e CBS e como preparar sua empresa para as próximas etapas da Reforma Tributária.

O que são IBS e CBS?

IBS e CBS são os principais tributos criados pela Reforma Tributária para reorganizar a tributação brasileira sobre o consumo.

A CBS é um tributo federal, criado para substituir PIS e Cofins. Já o IBS reúne a tributação que atualmente pertence aos estados e municípios, substituindo gradualmente ICMS e ISS.

Juntos, os dois formam o chamado IVA Dual brasileiro.

A implantação será gradual. O cronograma prevê:

O que é split payment ()
  • 2026: Início da fase de testes, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1%;
  • 2027: Extinção de PIS e Cofins e entrada efetiva da CBS;
  • 2029 a 2032: Redução gradual de ICMS e ISS e crescimento do IBS;
  • 2033: Conclusão da transição para o novo sistema.

Portanto, 2026 é principalmente um período de adaptação. Entretanto, as empresas não devem esperar 2027 para começar a se preparar.

Existem mudanças que dependem de tecnologia, revisão cadastral, treinamento e planejamento, e deixar tudo para a última hora pode aumentar significativamente o risco de erros.

O que muda na nota fiscal com IBS e CBS?

Os documentos fiscais eletrônicos estão sendo adaptados para receber as informações necessárias à apuração do novo sistema tributário.

Na prática, os leiautes passaram a contemplar campos relacionados ao IBS e à CBS, permitindo informar dados como classificação tributária, base de cálculo, alíquotas, valores dos tributos e tratamentos específicos da operação.

Essa mudança atinge diferentes documentos fiscais, incluindo, conforme as regras aplicáveis:

  • NF-e;
  • NFC-e;
  • NFS-e;
  • CT-e;
  • CT-e OS;
  • NFCom;
  • NF3e;
  • BP-e.

Isso significa que indústrias, prestadores de serviços, transportadoras e empresas de diferentes segmentos econômicos precisarão acompanhar as mudanças.

Outro ponto importante é que as especificações técnicas estão sendo implementadas e ajustadas durante a transição. Por isso, as empresas precisam acompanhar as atualizações dos documentos fiscais utilizados em suas operações.

Não basta realizar uma única atualização no sistema e considerar o processo encerrado.

Por isso, a qualidade dos dados fiscais ganha ainda mais importância com IBS e CBS.

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Quais informações precisam ser revisadas?

A implementação dos novos tributos exige uma revisão detalhada dos cadastros fiscais. Isso acontece porque o sistema de emissão utiliza as informações cadastradas para determinar o tratamento tributário das operações.

Entre os pontos que devem ser avaliados estão:

  • Cadastro de produtos e serviços;
  • NCM e demais classificações aplicáveis;
  • Regras fiscais das operações;
  • Cadastro de clientes e fornecedores;
  • Benefícios e tratamentos tributários específicos;
  • Sistemas ERP utilizados na emissão de notas fiscais;
  • Softwares de faturamento;
  • Integrações contábeis e fiscais.

Imagine uma indústria com cinco mil produtos cadastrados. Se parte desses itens estiver associada a informações tributárias incorretas, o problema poderá ser multiplicado por centenas ou milhares de notas fiscais.

  • A revisão, portanto, não deve acontecer somente no momento da emissão. É preciso revisar a origem dos dados utilizados pelo sistema.

Esse trabalho exige integração entre departamento fiscal, contabilidade, tecnologia, faturamento e demais áreas envolvidas.

Como os créditos de IBS e CBS aumentam a importância das notas fiscais?

Uma das principais características do IBS e da CBS é a não cumulatividade, com uma sistemática ampla de créditos tributários.

De maneira simplificada, empresas poderão utilizar créditos obtidos em aquisições para compensar débitos gerados em suas operações de venda.

Considere um exemplo hipotético:

  • Uma empresa compra mercadorias por R$ 100 mil e possui R$ 26.500,00 em IBS e CBS vinculados à aquisição.
  • Posteriormente, vende esses produtos por R$ 150 mil e gera R$ 39.750,00 em débitos dos novos tributos.

Em uma demonstração simplificada:

  • Débitos: R$ 39.750,00
  • Créditos: R$ 26.500,00

Diferença: R$ 13.250,00

O exemplo considerou hipoteticamente uma alíquota conjunta de 26,5% apenas para demonstrar o funcionamento do mecanismo. A tributação efetiva dependerá das regras aplicáveis a cada operação.

  • O ponto principal é que a nota fiscal recebida também ganha importância estratégica.

Erros cometidos por fornecedores podem afetar o tratamento dos créditos e exigir correções antes que a empresa consiga realizar adequadamente sua apuração.

Como preparar a empresa para as novas notas fiscais?

Como preparar a empresa para as novas notas fiscais

Como preparar a empresa para as novas notas fiscais?

A preparação deve envolver muito mais do que atualizar o software de emissão. Um bom processo de adequação pode começar com algumas ações:

  • Mapear os documentos fiscais utilizados;
  • Atualizar ERP e sistemas de faturamento;
  • Revisar cadastros de produtos e serviços;
  • Verificar classificações tributárias;
  • Testar a emissão de documentos;
  • Revisar integrações com a contabilidade;
  • Treinar as equipes;
  • Analisar contratos;
  • Simular impactos tributários;
  • Revisar a formação de preços;
  • Acompanhar mudanças técnicas e regulamentares.

Também é de fundamental importância testar os sistemas antes que novas validações se tornem obrigatórias.

Empresas com grande volume de operações precisam ter atenção redobrada, pois erros de parametrização podem ser reproduzidos automaticamente em milhares de documentos.

Quais são os riscos de não se preparar?

Ignorar a transição pode gerar problemas fiscais, financeiros e operacionais.Entre os principais riscos estão:

  • Erros na emissão de notas;
  • Parametrizações inadequadas;
  • Apuração incorreta dos tributos;
  • Problemas com créditos tributários;
  • Retrabalho e formação equivocada de preços.

Também existe um risco estratégico: Uma empresa que não simula todos os efeitos da Reforma Tributária pode continuar utilizando preços e margens baseados no sistema atual, mesmo quando sua estrutura tributária estiver mudando.

Sua empresa está preparada para a nota fiscal com IBS e CBS?

A nota fiscal com IBS e CBS representa apenas uma parte das mudanças trazidas pela Reforma Tributária. Os novos tributos também influenciarão créditos, preços, contratos, compras, sistemas e decisões estratégicas.

Quanto antes a empresa compreender esses impactos, maior será sua capacidade de realizar uma transição organizada.

A CLM Controller Contabilidade pode ajudar sua empresa a avaliar os impactos do IBS e da CBS, revisar processos e desenvolver um planejamento tributário adequado ao novo cenário.

Entre em contato com a CLM Controller e prepare sua empresa para as próximas etapas da Reforma Tributária.

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